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Sintufes fortalece o Dia Nacional de Lutas

Por Comunicacao
14 de Setembro de 2017 às 16:51

Atividades do sindicato começam com café da manhã no Hucam. E depois tem momentos de formação e de se reforçar a resistência contra os ataques do Governo Temer 

As ações do Dia Nacional de Lutas contra os ataques do governo Temer tiveram início no Hucam, no campus de Maruípe, em Vitória, logo no início da manhã desta quinta-feira, 14. O Sintufes promoveu um café da manhã, servido nos ambulatórios do hospital, além de panfletagem nos setores para explicar à população sobre os ataques de Temer e do Congresso aos direitos da classe trabalhadora e aos serviços públicos, sobretudo os de saúde e educação.

Após a atividade no hospital, as atenções se voltaram para o campus e Goiabeiras, onde aconteceu uma palestra de formação, na sede da Adufes. O debate também foi realizado na parte da tarde, no campus do Ifes, em Jucutuquara. 

Panfletagem alerta usuários do hospital

"Os momentos de formação mostraram que precisamos continuar na resistência, já que há reformas em vias de aprovação, mas há, ainda, leis já aprovadas, como da terceirização e da reforma trabalhista, cujos impactos são desconhecidos o que torna cada vez mais necessária a nossa luta pela revogação dessas medidas", salienta a diretoria colegiada do Sintufes. 

"Não se tem dimensão do impacto que a reforma trabalhista vai causar"

Advogado ressalta que os ataques à Previdência são para impactar o serviço público

Uma atividade de formação integra o Dia Nacional de Lutas contra os ataques do governo Temer. É a palestra "Em defesa dos direitos e da educação pública", com o advogado Aristeu César Pinto Neto, que acontece neste momento, na Adufes, no campus de Goiabeiras.

Em sua fala, Aristeu abordou a retirada de direitos que será promovida pela reforma trabalhista, regulamenta por Temer e que passa a valer a partir de novembro. Para ele, não é possível medir as consequências da reforma.

"Não se tem, hoje, a dimensão do impacto (negativo de retirada de direitos) que isso (reforma trabalhista) vai causar na vida da classe trabalhadora", afirmou o advogado, que defende o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, em São Paulo.

Aristeu lembrou outra medida temerária, na qual os ataques do governo vão atingir à Previdência. E que isso não será exclusivo do setor privado.

"A equalização que a Reforma da Previdência prevê não é para garantir que trabalhadores da iniciativa privada tenham aposentadorias próximas aos seus salários da ativa, mas sim para precarizar o setor público", alertou.

O advogado pontuou, ainda, que a terceirização, aprovada por Temer, já ataca o serviço público, como no caso do Hucam, já que a carreira do RJU foi descartada a partir do contrato da Ebserh com o hospital. E, com a aprovação da terceirização das atividades fins, essa situação só tende a crescer, ampliando a precarização dos serviços públicos.

O Sintufes, a Adufes e o Sindsmuvi (Servidores Municipais de Vitória) marcam presença no debate. Já à tarde, a palestra foi organizada pelo Sinasefe-seção Ifes. 
 

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