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Monocraticamente, ‘rei’ aumenta o valor do bandejão dos estudantes para R$ 5

Por Comunicacao
28 de Fevereiro de 2018 às 14:11

Reinaldo ‘Ad referendum’ Centoducatte age mesmo como se fosse um ‘monarca absolutista’ da Ufes. O ‘rei’ decidiu, monocraticamente, aumentar o valor do bandejão do Restaurante Universitário (RU) para os estudantes para R$ 10 (a soma do preço do almoço e da janta por dia). O aumento passa a valer nesta quinta-feira, 1º de março. Até esta quarta, 28, as duas refeições custavam R$ 3. 

A decisão monocrática, autoritária e descabida do ‘rei’ foi tomada logo após um protesto de estudantes e técnicos, durante a sessão do Conselho Universitário (Conuni) desta quarta-feira, 28, no prédio da Reitoria, em Goiabeiras, Vitória. O ad referendum do reitor vai precisar ser homologado pelo Consuni. Mas essa homologação não tem prazo para acontecer. E sua decisão já começa a valer imediatamente. Após o ato, ele encerrou a sessão e disse que faria o mesmo que fez com a questão da flexibilização dos técnicos: decidiria ad referendum, mostrando a sua total inabilidade diante do diálogo



A proposta de reajustar em mais de 230% o valor do bandejão para os estudantes partiu da Reitoria da Ufes como uma forma de tirar as contas do RU do vermelho. Mas o que se observa é a falta de planejamento estratégico da gestão “Ad referendum” Centoducatte. Afinal, o aumento vai inviabilizar o acesso ao restaurante para muitos estudantes. Ou seja, a receita, pretendida pelo ‘rei’, deve acabar não acontecendo. 

E o futuro do restaurante pode ser o de fechar as portas, pois como o 'rei' já alijou os servidores do RU (em 2016, quando aumentou a refeição para R$ 9,50), agora ele quer retirar os estudantes, mantendo apenas aqueles que são assistidos (que recebem o auxílio-alimentação) pela Assistência Estudantil. 

Vale lembrar que a Ufes nem sequer cogitou em analisar os impactos do reajuste. E nem demonstra preocupação com estudantes que não são assistidos, mas não terão condições de arcar com o valor de R$ 5 por bandejão. Lembrando que esses nem poderão ser contemplados pela Assistência Estudantil, pois a gestão da universidade já alegou que não terá mais verbas e que já atende o máximo que pode com os recursos que recebe.    



Trocando em miúdos: quando aumentou o valor do RU para servidores, em 2016, o ‘rei’ já reduziu o acesso de técnicos e professores ao restaurante. Quando ele cortou a carne, a sobremesa e o suco, até o número de estudantes foi reduzido. Agora, com o reajuste abusivo, a tendência é de que o RU seja apenas para os estudantes assistidos. Portanto, não é de se assustar, que em breve, o RU  seja fechado, e a Ufes contrate uma empresa terceirizada para entregar marmitas aos estudantes assistidos. Terceirizar e privatizar são verbos que o reitor adora conjugar.  

Isso comprova o descompromisso da gestão ‘Ad referendum’ Centoducatte em pensar no RU como um instrumento de acesso e permanência do estudante na instituição. Comprova o descaso dele na luta em favor de uma universidade para todos. Na cabeça do ‘rei’, a Ufes deve ser de quem pode pagar por ela. 

Após o protesto na sessão do Conselho, técnicos e estudantes almoçaram no ságuão de entrada da Reitoria, onde o Sintufes estava sendo servido um 'sopão'. A participação no ato junto dos estudantes e a distribuição do sopão foram definidas pela assembleia da categoria do dia 27 de fevereiro, como uma forma de luta em favor da universidade pública e de qualidade. 

Estudante começa a vender chup-chup 
O estudante de Psicologia Matheus Ramos estava vendendo chup-chup no ságuão de entrada da Reitoria. Aproveitando o sopão, ele disse que vender o chup-chup pode ser uma das formas de 'se virar' para conseguir pagar o bandejão de R$ 5. 
Protesto
Veja, em breve, o vídeo do protesto de técnicos e estudantes que levaram o reitor a decidir, monocraticamente, o aumento do bandejão do RU para os estudantes. 

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