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Flexibilização da jornada: Sintufes atua para garantir direitos

Por Comunicacao
17 de Abril de 2018 às 09:43

Em reuniões com a gestão da Ufes e do Hucam/Ebserh, sindicato aponta efeitos negativos dos ataques monocráticos do ‘rei à flexibilização da jornada 


Após os ataques do reitor à flexibilização da jornada na Ufes, o Sintufes segue na luta para buscar atenuar as consequências das ações monocráticas e impensadas tomadas pelo ‘rei’.  Em março, o sindicato já se reuniu com a Superintendência da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e com a seção da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) no Hucam. 

“Fizemos uma reunião com o superintendente e o responsável pela seção Progep no hospital para denunciar que os processos não estavam chegando à comissão (que avalia os processos da flexibilização). E que há técnicos trabalhando mais do que o total de horas esperado por mês. E apontamos, novamente, os equívocos do Boletim da Ebserh (172/2018), que trouxe a redução do funcionamento de muitos ambulatórios do Hucam”, expõe a diretoria colegiada do Sintufes. Alguns ambulatórios passaram a encerrar suas atividades às 17 horas e não mais às 19h, como acontecia quando a jornada ininterrupta estava em vigor. 

No dia 6 de abril, o Sintufes se reuniu com o reitor (‘ufa! O ‘rei’ nos recebeu’) e o pró-reitor da Progep, Cleilson Faé, no qual cobrou a revogação do “ad referendum” em função dos impactos que a revogação da Resolução 60/2013 vinha causando. 

Além da questão dos ambulatórios fechando mais cedo, muitos setores em Goiabeiras passaram a fechar para almoço. Ou seja, o público que estava acostumado a ser atendido, começou a se deparar com portas fechadas, em função da decisão autoritária do reitor.

Encaminhamentos 
Após as reuniões, ficou acordado que será instituída uma comissão para fazer análise dos setores das áreas, que tiveram o funcionamento reduzido previsto no boletim. E o pró-reitor da Progep/Ufes ficou de se reunir com o superintendente do Hucam para buscar resolver o problema dos plantonistas com relação ao excedente de horas, pois elas devem ser compensadas no mês subsequente. 

Além disso, o Sintufes ficou de fazer um levantamento para apontar quais setores estão com o funcionamento prejudicado por conta da revogação da Resolução 60, e o reitor se comprometeu a avaliar esse trabalho. 

“Mesmo com os atropelamentos e as decisões monocráticas do reitor, mesmo com as dificuldades em função das chefias que não encaminharam processos de flexibilização, estamos lutando para tentar buscar que os trabalhadores consigam ter o direito à jornada flexibilizada e para que aqueles setores que tinham continuarem fazendo”, frisa a direção sindical. 

Campanha 
O Sintufes prepara mais uma campanha especifica sobre a flexibilização da jornada, pois entende que a luta é continua, é nacional, e é (ainda que o ‘rei’ não tenha se dado conta) de interesse da universidade.

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